
CIOs durante debate em evento da Sucesu-RS.
A Sucesu-RS, que tradicionalmente realiza um de CIOs em seus Seminários Executivos, inovou no formato da dinâmica para envolver mais executivos e provocar discussões entre os participantes.
O novo modelo aconteceu no segundo evento para CIOs de 2018, realizado na última semana em Bento Gonçalves.
Ao invés de convocar previamente cinco CIOs para o , a entidade propôs três perguntas para debate nas mesas dos participantes. Depois, aplicou o formato Fish Bowl para engajar mais profissionais na apresentação.
Neste modelo, a sessão começa com alguns participantes no palco e uma cadeira livre. Após algumas respostas, os demais executivos podem ocupar o espaço vazio e ingressar no tema, enquanto outro diretor deixa o palco para liberar outro assento.
Um dos pontos de discussão foram as ações práticas que a área de tecnologia pode aplicar para quebrar a resistência à transformação digital nas empresas.
“O líder de TI precisa ser um facilitador para demonstrar como aplicar determinada tecnologia, que pode ser muito abstrata para outros setores”, afirma Angelo Castiglia, diretor de TI da SLC Agrícola.
Para os participantes, o CIO também precisa ser um exemplo em relação ao conhecimento das novas tendências.
“A mudança tem que vir de cima para baixo, pois não é possível esperar até que todos tenham vontade de buscar novidades. Assim, a liderança precisa estar próxima da equipe para que não haja diferença entre a visão do gestor e o que o time realmente faz”, afirma Marco Antonio Spadoni, superintendente de TI da GetNet.
Os diretores também destacaram a importância de desenvolver projetos práticos que apresentem o potencial das novas tecnologias.
“A TI pode colaborar com entregas rápidas e assim fazer pequenas mudanças que causem impacto e demonstrem o valor da transformação para os negócios”, completa Fernando Ferreira, gerente de TI do Centro Clínico Gaúcho.
Esse também é um caminho apontado por Antônio Ramos, diretor presidente da Procergs.
“Protótipos e projetos-piloto são importantes para quebrar a resistência e fazer acontecer. Também é importante apresentar cases e trazer os fornecedores para apresentar trabalhos já realizados e o que pode ser feito na empresa”, detalha.
O executivo também falou sobre o segundo tema proposto pela Sucesu-RS, que buscou soluções para combinar a visão do time interno com o desejo dos clientes.
“Promover desafios concretos de inovação e hackathons com a presença da alta gestão é um meio de aproximar as diferentes visões. Na Procergs, realizamos uma maratona interna de inovação que reuniu 65 inscritos e fez a equipe se colocar no lugar dos cidadãos para pensar novas soluções”, completa Ramos.
Para Luciano Canal, gerente de TI da Mundial, é preciso que os colaboradores conheçam a realidade dos clientes finais.
“Fazemos um contato de e entre a equipe e os clientes para que eles tenham um canal direto para entender as necessidades de quem atua com os serviços”, explica.
As questões propostas pela Sucesu-RS foram baseadas em questionamentos gerados pelos próprios CIOs em outros eventos da entidade.
* Júlia Merker participou do Seminário Executivo 2018 da Sucesu-RS em Bento Gonçalves a convite da Sucesu-RS.