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6 dicas direto do Web Summit Lisboa 252k6c

Para todos os líderes que querem evoluir em marketing e negócios no próximo ano. q546z

18 de novembro de 2022 - 10:34
Bernardo Trevizan Krebs, CEO da Gama. Foto: Divulgação

Bernardo Trevizan Krebs, CEO da Gama. Foto: Divulgação

Entre os dias 1º e 4 de novembro ocorreu o Web Summit Lisboa 2022, que contou com uma agenda muito intensa na Altice Arena, palco onde líderes de impacto de empresas como Amazon, Airbnb, Binance, Google, Lego, Meta, OnlyFans deram suas visões para os próximos os do mercado global em termos de inovação e tecnologia para um público de mais de 70 mil pessoas.

Bom, dito isso vamos para as dicas quentinhas que vieram da Europa e de vários lugares do mundo, que certamente farão toda a diferença para a sua empresa no próximo ano. 

1. Saiba a hora de fazer silêncio

Um grande desafio na comunicação digital é saber quando não devemos falar. Com tantas oportunidades e canais, naturalmente queremos comunicar o que temos de novidade e opinião. E saber esperar, pensar antes de falar, isso faz toda a diferença.

E logo no primeiro dia tivemos alguns grandes movimentos sobre conteúdo no palco principal do Web Summit. Rohit Prasad, Senior VP e Head Scientist da Alexa discutiu com Nick Thompson, CEO do The Atlantic, os seus desafios para consolidar – ainda mais – a assistente virtual da Amazon no mercado global. 

Prasad pontuou como o principal desafio para os próximos anos focar em múltiplas ações, e não pontuais, conectadas com o seu ambiente de vida a partir de um volume absurdamente grande (e crescente) de coleta de dados. 

“Mais do que saber quando deve interagir com o ambiente, nosso grande desafio está em fazer a Alexa compreender quando ela não deve interagir e ficar quieta mesmo”, destacou Prasad. 

 2. Saiba a hora de fazer barulho

Claro que não basta ficarmos quietos esperando o momento certo para comunicar. O mais importante, considerando que saibamos quando ‘não falar’, é ter um planejamento claro e foco. Assim, a nossa comunicação terá muito mais efetividade.

Um dos grandes momentos do evento, e muito esperado por todos, foi a participação do OnlyFans. Em seu site institucional a sua missão está descrita como: “OnlyFans é a plataforma social que está revolucionando as conexões de criadores e fãs. O site inclui artistas e criadores de conteúdo de todos os gêneros e permite que eles monetizem seu conteúdo enquanto desenvolvem relacionamentos autênticos com sua base de fãs”. 

Isso ficou claro desde as primeiras frases de Amrapali “Ami” Gan. A propósito, a CEO do OnlyFans deu um show de simpatia e conhecimento. 

Atualmente a empresa conta com mais de mais de 150 milhões de usuários e 1.500.000 criadores de conteúdo no mundo inteiro. Desde a sua criação, em 2016, o negócio já gerou mais de 10 bilhões de dólares para os seus criadores! E Ami reforça o foco da marca: 

“OnlyFans é um negócio para criadores. Eles que ficam com o dinheiro, pois eles geram o valor para a plataforma”, apontou Gan. 

E quando questionada sobre os próximos 5 anos, foi enfática: segurança, conteúdo original, novas plataformas e fortalecimento global. Cada vez mais, fortalecer a economia de criadores. 

3. Tenha propósito na sua rotina

É preciso ter um motivo especial para acordar todos os dias com alegria em busca dos nossos objetivos. E falando sobre isso, nada melhor do que entender como uma marca de mais de 90 anos de idade se mantém jovem e entusiasmada. Com apenas 6 pecinhas de Lego temos 915.104.765 possibilidades de combinações que podem ser feitas. E se teve algo que Julia Goldin, O e CMO da Lego Group, deixou claro, foi justamente a importância da criatividade e do espírito de brincar da marca. 

“A razão pela qual estamos nesta jornada é porque realmente acreditamos em nossa missão, que é muito simples: Inspirar e desenvolver os construtores de amanhã”, disse Goldin. 

A paixão com que Julia fala sobre a marca, o mercado e o futuro inspira qualquer um. E o ‘descomplicar’ foi o ponto alto das suas participações, tanto no palco Panda Conf, destinado para marketing e branding, quanto no palco principal. 

Como uma cereja para o bolo, a frase que resume o que devemos esperar com nossa rotina de trabalho. Indicadores e métricas super apuradas? Quando fazem sentido.

 “Estamos chegando em crianças de diferentes culturas por inúmeros canais, mas o meio não importa, o que importa é a chegada até estas crianças e culturas”, concluiu Goldin.

4. A política sempre estará presente

É impossível separarmos a ‘vida real’ da ‘vida comercial’. Se o mundo está em guerra, negócios serão impactados pelas tantas bombas jogadas por aí. Olena Zelenska, primeira-dama da Ucrânia, abriu os trabalhos nesse aspecto. Ela deu uma visão sobre as guerras cibernéticas e como as soluções de big data e software são usadas no cenário da guerra na Ucrânia. 

“Suas tecnologias e áreas de especialidade hoje estão sendo usadas pela Rússia na guerra contra a Ucrânia”, disse Zelenska.

Além dela, outra liderança feminina trouxe uma visão muito importante para o diálogo. Rania Al Abdullah, rainha da Jordânia, falou sobre os vieses envolvidos em questões humanitárias e também nos negócios. 

“É difícil ignorar a diferença de generosidade, tom e urgência no tratamento de refugiados da Ucrânia em relação àqueles da Síria, Sudão do Sul ou Myanmar. Se não conseguimos superar nossos vieses inerentes, como podemos esperar que a Inteligência Artificial não tenha vieses?”, complementou.

Mas não precisamos ficar apenas com as lições globais. Vejamos a nossa situação atual, em período pós eleição. Quem não teve algum retorno sobre “vamos falar sobre isso após a definição do novo presidente”? 

O fato é que precisamos fazer uma leitura macro, entendendo como o mundo está caminhando, e então avaliar o micro, que seria uma espécie de funil para o nosso continente, nosso país, nosso estado e nossa cidade. Tendo em vista que quem, de fato, fará toda a diferença, somos nós. Independentemente de comemorações ou frustrações ao final dessas disputas.

5. Nunca deixe de acompanhar as agendas globais

Algo que me chamou muito a atenção é o envolvimento genuíno que as lideranças globais têm com assuntos relacionados ao planeta terra, como um bloco social mesmo. E não falo apenas dos líderes de grandes empresas, mas de muitos jovens que estão atuando com startups no mundo inteiro! E isso em países desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos.

O compromisso com a responsabilidade climática é um fator crucial nas pautas das grandes empresas. E com o poder destas da criação de tendências, conseguimos ver no tema uma preocupação genuína, que vai muito além de agendas pontuais. 

Foi possível ar algumas pautas muito interessantes de empresas importantes no mercado global como Apple e Shein, mas o que chamou atenção foi a fala de Brad Smith, vice-presidente da Microsoft, que tem como objetivo ser carbono-negativa até 2030. 

“Mais de 3.9 mil empresas assumiram promessas de redução de emissão de carbono até 2030, mas o desafio é garantir que sejam cumpridas. O mundo que queremos construir precisa ser carbono-zero até 2050 e essa vai ser a missão mais difícil da humanidade”, destacou Smith. 

6. Muito cuidado com a exposição corporativa

Nos últimos tempos, o termo ESG tem ganhado grande visibilidade, graças a preocupação crescente do mercado financeiro sobre a sustentabilidade. As questões ambientais, sociais e de governança aram a ser consideradas essenciais nas análises de riscos e nas decisões de investimentos. E isso ficou claro no evento. 

Ficou provado que práticas duvidosas serão cada vez mais expostas por ex-funcionários de empresas de todos os portes. E quem trouxe essa pauta com propriedade foi Mark MacGann, ex-lobista e executivo da Uber que vazou mais de 120 mil documentos da empresa ao The Guardian. Sua denúncia mostrou como a Uber usava práticas anti-éticas para conquistar novos mercados globalmente. “Se você tem o privilégio de estar na sala e testemunhar decisões questionáveis, então tem o dever de falar”, estimulou ele.

Nesta altura, não sabemos mais quando uma informação é de responsabilidade de um CNPJ ou de um F. Mas a mão de obra atual cada vez mais se vê na obrigação de atuar frente a ações duvidosas. E isso não vai diminuir, só vai crescer. Ainda bem!

Dica secreta do Web Summit Lisboa 2022

O contexto global impacta diretamente a forma como as marcas dialogam, e é a partir desta visão de mundo que as empresas estão reforçando seus posicionamentos. Destaquei alguns grandes players para buscar compreender os motivos que vão gerar novas tendências, e então nos prepararmos de forma adequada.

E se você chegou até aqui, nada mais justo do que eu oferecer uma dica extra. Na busca por definir estratégias que possam garantir uma atuação completa, que conectem estudos profundos com objetividade e agilidade, cheguei em um ponto fundamental. A Avaliação de mercado 360º. A fase de planejamento é a mais importante em qualquer fluxo de atividade. E nos dias de hoje, isso é reforçado por todas as lideranças globais. 

Minha dica final: Olhe para o mundo antes de olhar para o seu umbigo. E siga olhando para o mundo antes de olhar para o seu bairro, cidade ou estado. Não importa se a sua marca tem atuação microrregional, o seu impacto é percebido por uma população altamente globalizada, e cada vez mais conectada. Então tudo o que for falado pelo seu negócio tem que ser muito bem pensado, do contrário, estará correndo riscos constantes. Agrade o mercado para então agradar o cliente. Por fim, poderás se agradar.

*Por Bernardo Trevizan Krebs, CEO da Gama.

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